Etrian Odyssey IV: Legends of the Titan (Test ‘n Drive)

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Mesmo não sendo ainda o fã de carteirinha da cartografia aqui, Etrian Odyssey IV (3DS) me fez repensar quanto a andar com a stylus entre os dedos. Mas em EOIV: Legends of the Titan isso me foi amenizado graças a bem vinda adição do auto-map, que vai preenchendo da forma mais simples possível os mapas na medida que avanço. Contudo esse tempo com a demonstração, que fora o maior que já passei com um EO, serviu pra mostrar que dar uma de cartógrafo tem suas vantagens que em outros do mesmo gênero ainda não tinha visto; encontrou um local misterioso, minérios de fontes renováveis? Que tal marcar com algum símbolo afim de nunca se esquecer onde está cada ponto importante? Isso em suma é positivo.

Recebido o direito de explorar mundo afora e encontrar um caminho até a grande árvore Yggdrasil, minha guilda Tagmaris (uma singela homenagem ao RPG de mesa que mais joguei) percebeu que desde o nível 1 os perigos espreitam em todo canto. Já na 1ª dungeon, numa quest básica para receber oficialmente o título de explorador, inimigos poderosos que com um golpe varrem cada um dos quatro membros de minha equipe estão presentes. Se não bastasse isso, como é a primeira vez que me encontro em tal recinto o mapa está completamente em “branco”, cabendo a mim ou editá-lo precisamente com a stylus conforme caminho — para saber por onde e como me locomover —, ou então usar como majoritariamente fizera o auto mapeamento e deixar a travessia um pouco mais rápida; a questão é que justamente por ser um local por nós, Tagmaris, inexplorado, a parcela de cautela emocionante é muito maior.

Apesar dessa dificuldade existente desde os primeiros minutos de jogo ela pode ser evitada, é tudo questão de cuidado, estratégia. Mas não vou mentir que rolava certo desespero quando por acaso estava eu enfrentando inimigos simples (que aparecem periódica e aleatoriamente) e um FOE — ou Fiel On Enemy, os monstros mais fortes de cada dungeon — pelo contínuo movimento acabavam invadindo meus duelos antes simplórios, não me dando outra opção senão fugir! Andar nas dungeons requer esse outro cuidado: os FOEs dão um passo a cada um seu, mas quando este nota sua presença irá te caçar até que você consiga fugir por um atalho no mapa, um item teleportador; na hora destas fugas as batalhas aleatórias nada ajudam…

Não terminei a demo por completo e ainda tenho uns 2 níveis até alcançar o máximo permitido que é o nv10, mas deu pra notar que EOIV é muito focado nessa questão de exploração, assim como na conclusão de sidequests e evolução dos personagens. Outro ponto que muito gostei foi quando voltava à Tharsis (a cidade principal de nossos aventureiros) e vendia meu loot, o que automaticamente fazia com que, conforme requesitos alcançados, novos equipamentos e itens ficassem disponibilizados na loja. É claro que isso era algo que estava fazendo aleatoriamente, mas dá pra focar num item especifico na loja que requer tanto dum determinado drop e ir atrás dos materiais necessários — isso, pra quem gosta, adiciona mais uma camada de esforços recompensados.

Confirmar não posso que é só isso, mas a sensação que tive é a de aventura no melhor sentido da palavra. Aquele conceito de fazer com que se desvende os mistérios de uma terra, de saber o que encontra-se além daquela montanha. O foco principal ainda é chegar até à Yggdrasil e saber o que lá se esconde, contudo estive mais preocupado em evoluir minha equipe, conseguir derrotar algum FOE e ver que item ele providenciaria, e claro colocar as mãos em novas recompensas e cada vez mais experiência. A diversão que tive é por sentir que estamos em nossa Sky Ship contra o que há de oculto no mundo, sem necessariamente estar destinado ao embate contra alguém declaradamente em busca da destruição do planeta. Se Etrian Odyssey é assim mesmo não me esvai a vontade já criada em desvendá-lo, mas se for adicionar mais história até seu fim, com reviravoltas e tudo mais, eu é que não reclamaria.

Na criação da minha party escolhi um Nightseeker, Fortress, Sniper e Medic. Fiz também outros das classes disponíveis, como Rune Master, mas com meu quarteto principal a estratégia é fazer com que os ataques sejam direcionados ao Fortress e então dar cabo de inimigos com ataques duplos (Nightseeker) e críticos (Sniper); o Medic cuida é claro para que nenhum caia, especialmente minha fortaleza. Consegui sobreviver até então com essa tática, contudo pelo catálogo de skills que cada um pode aprender só presenciei a ponta do iceberg. A cada nível uma skill point é ganha para alocar numa habilidade, e aí nasce aquele velho e divertido praxe de montar uma build. Não sei o nível máximo, mas pode ser que a questão da build seja aqui importante como em muitos MMOs, afinal Etrian Odyssey tem slots de sobra pra criar novos personagens. Logo, presume-se, que uma vez que uma criação não tenha se saído exatamente benéfica ao grupo, seria necessário criar uma personagem inteiramente nova. Gosto do conceito de builds mesmo com essa limitação, mas ficaria feliz ou com um item que “resetasse” os pontos de skill, ou com a confirmação de que no fim das contas (após umas 100hrs digamos) tenha é pontos de sobra pra colocar onde bem entender.

Como fã de anime gosto dos traços, assim como o som até onde me permitiram ouvi-lo também é elemento destacável (Yuzo Koshiro!). O efeito 3D em confrontos pode ser mais sentido pela sensação de distância entre ambas fileira da frente e de trás formadas pelos inimigos; alguns elementos no worldmap também usufruem do lado estereoscópico, assim como são criadas layers distintas em locais bidimensionais como em Tharsis e seus estabelecimentos. Considero grande adição os polígonos aos inimigos pela maior vivacidade presenciada, ainda que o título deseje manter a tradicionalidade pela visão em 1ª pessoa que nossos heróis ainda utilizam. É algo que não faz tanta diferença assim, contudo gostaria que a personalização dos personagens criados fosse ainda maior e não só uma variação entre dois membros de cada sexo com uma cor e outra para cada.

Me apeguei a demonstração de EOIV mais do que imaginei, estando pronto inclusive para conhecer devidamente algum dos 3 primeiros ao DS. Desde já sinto falta de Krizon (Nightseeker), Hazuki (Fortress), Kagome (Sniper) e Kall (Medic), embora felizmente todo meu progresso com a demo poderá ser repassado à versão final de Legends of the Titan (mandou bem Atlus), tentação esta que será lançada em 26 de Fevereiro na América do Norte.

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  • EOIV no Play-Asia tá mais caro que o padrão (U$50), mas como o frete encarece do mesmo jeito em outros sites… a pre-order daí ainda garante um CD com algumas faixas da OST e um livreto com artworks. 
  • Falando no Japão o trailer de lá é sempre mais completo.
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